O facto de ter goleado a Académica aumentou os níveis de confiança do Nacional, mas não levou o grupo de trabalho a euforias. O técnico Pedro Caixinha deixa o alerta para a visita amanhã ao reduto do Paços de Ferreira, que nas últimas jornadas só perdeu em Alvalade.
«Esperamos um jogo muito competitivo, perante uma equipa que tem um futebol muito musculado e que nos últimos 7 jogos, venceu 5 empatou 1 e só perdeu em Alvalade. As últimas que vimos em relação ao Paços, dizem que eles têm a obrigação de ganhar. Nós não dizemos que temos a obrigação, mas sim, que temos um gosto muito de ganhar sempre.»
«É um jogo que vai exigir muito de nós e teremos de estar no nosso melhor se o queremos ganhar», começou por afirmar o líder alvinegro sobre o embate com os castores.
Importante no entender do técnico nacionalista é ganhar, mas de forma continua: «Achamos determinante ganhar, e mais importante ainda, é fazê-lo de forma continuada. Infelizmente ainda não o conseguimos e esta é mais uma oportunidade que temos, e vamos querer agarrá-la de uma forma muito determinada».
Em relação ao adversário que venceu para a Taça na Mata Real, Caixinha considera que é agora uma equipa diferente em alguns aspetos. «Analisamos sempre o adversário. A nossa dinâmica está mais consolidada pois não houve alteração técnica como no Paços de Ferreira.»
«Mas as dinâmicas deles mantiveram-se pois são dadas pelas características dos jogadores, em relação ao que encontrámos na partida da Taça de Portugal. O que me parece é que a equipa está mais segura, mais confiante, mais musculada e logo mais competitiva», disse.
Para chegar à vitória no domingo, o treinador foi claro: «A concentração faz parte sempre do nosso processo. Mais determinante ainda é ter uma atitude dinâmica de forma a anular os pontos fortes do adversário no seu estádio e tentar explorar alguma coisa mais débil que possam ter. Sabemos que para vencer este jogo, temos de ser muito determinados e ter uma vontade maior à do adversário».
Querer sempre mais
O técnico da turma da Choupana sempre defendeu o grupo de trabalho, mesmo quando as vitórias não surgiam e acreditou sempre no lote de jogadores que tem à sua disposição. E fez até um confidência em relação ao que disse ao plantel, no intervalo do jogo com os estudantes.
«Sempre acreditei neste grupo, pois só com um grupo desta qualidade, é que é mais fácil trabalhar, passar a mensagem e adquirir princípios. Depois, a confiança dos resultados faz o resto. Passamos sempre aos jogadores o facto de esperar sempre coisas boas e nunca estar satisfeito.»
«Ao intervalo com a Académica, posso confidenciar-vos que o discurso que fiz foi como se estivéssemos a perder, pois não estávamos satisfeitos com algumas coisas e estávamos a vencer por 2-0. No final dei os parabéns aos jogadores e depois vimos que havia coisas a melhorar», referiu.
«Queremos sempre mais, e se tivermos a paixão que os jogadores mostram quando vem para aqui, temos todos os ingredientes para continuar a ser felizes, mas claro que os resultados é que nos podem catapultar para aquilo que queremos atingir».